Wednesday, March 14, 2007

Cold War Kids

Mau ou bom,
o dia de amanhã vai ser ainda melhor por isto existir.
Mau ou bom,
o dia de hoje foi melhor por ter ouvido isto pela primeira vez.
Cold War Kids.
Pelo menos alguma coisa boa ficou da guerra fria,
para além do sorrisinho idiota do kennedy.



13 comments:

Maria Strüder said...

Primeira a comentar (outra vez) o que me deixa incomodada...
Sim, o som é bom bela dica :p

makoka said...

vou ouvir mais

canetas said...

É interessante LP que, hoje em dia, existe nas relações internacionais uma certa nostalgia dos "simples" tempos da guerra-fria.

Eram só dois. Os bons sabiam quem eram os maus.

Agora é muito mais complexo.

Por isso, comparando com hoje, a guerra fria parece ter deixado muito mais de bom do que apenas o sorrisinho idiota do Kennedy e mais umas pequenas coisas.

Quanto a música eu desisti de tudo. Só oiço Klaxons.

El-Gee said...

Compreendo. A piadinha do kennedy era só para ocupar linhas. Eu deixo-me fascinar pelo período da guerra fria, do ponto de vista da análise histórica. Pessoalmente nao sinto nostalgia, porque nao a vivi. Alias, nao sei se nao prefiro um "big" laden do que um império russo. Por exemplo nao tenho medo nenhum dos árabes e teria dos russos.

Os russos (estou a chamar russos aos soviéticos, sem querer ofender ninguém) eram uma ameaça real, eram uma ameaça poderosa e tecnologicamente desenvolvida, eram organizados, também nao tinham escrupulos e, acima de tudo, tinham ambições e génese imperialista.

os terroristas árabes são reactivos, apenas.

Razao pela qual eu tb n faço mal a ninguem. por mim, era dar-lhes o petroleo e começar a ser autónomos na produção de energia.

Finda a nossa dependencia do petroleo e do gas natural, poderemos ser independentes.

O que é q já estou para aqui a falar?

cala-te Luis.

vai ouvir cold war kids.

AHT said...

Uma nova fonte energia não te torna independente.
Apenas dependes de outra materia prima, que, se possivel não seja poluente.

El-Gee said...

Sim, mas actualmente Portugal (a Europa) depende maioritariamente de dois recursos que nao possui: petroleo e gas natural.

Ao precisarmos disso, temos de fazer cedencias a paises que exportam essas materias-primas, nomeadamente a Russia, o Irao, a Arabia Saudita, etc.

Por razoes que as Relacoes Internacionais ja explicaram, os paises que possuem os recursos sao geralmente nao-democraticos e corruptos.

A Europa depende de recursos de paises corruptos para andar.

Se 100% da nossa energia dependesse da água, do sol e do vento (essas, temos), nao havia lambe-botas ao Ahmadinejad (era logo um tiro na testa) nem aos principes sauditas. Tambem nao havia Putins a escrever colunas no Financial Times.

Haveria, sim, um empobrecimento desses paises, pois deixariam de exportar tanto, o que poderia levar a tensoes internas e à eventual tensão com a Europa.

Mas com isso poderiamos nós bem, nós, a viver à custa da águinha e do vento.

Isso sim, seria independência.

AHT said...

Eras independente desses paises,
mas dependente da agua,sol e vento.
Dependentes estaremos sempre, resta optar pela dependencia que nos torna mais independentes.

El-Gee said...

claro mas do ponto de vista energético acho que é melhor depender da natureza que está dentro das nossas fronteiras.

desse e doutro ponto de vista.

mas do ponto de vista pessoal, é sempre melhor depender de algo que controlemos o máximo possivel.


"When she doubles overm sounds like HALLELUJAH!!"

AHT said...

Concordo absolutamente com tudo o que disseste.
Mas nós controlamos a natureza?
O que é que é tecnicamente mais facil, controlar a natureza ou os paises da OPEP?
E economicamente?
Cheira-me que os petrodollars, até hoje, falaram mais alto.
Ou achas que o Homem foi à Lua (há 40 anos) mas não consegue produzir um carro que não seja a gasolina?

AHT said...

Concordo absolutamente com tudo o que disseste.
Mas nós controlamos a natureza?
O que é que é tecnicamente mais facil, controlar a natureza ou os paises da OPEP?
E economicamente?
Cheira-me que os petrodollars, até hoje, falaram mais alto.
Ou achas que o Homem foi à Lua (há 40 anos) mas não consegue produzir um carro que não seja a gasolina?

El-Gee said...

Eu acho que o homem se rende ao status quo.

Nenhum politico quer mudar o Mundo, quase todos querem é acomodar-se e encher-se bem.

Nao há ética nem moral nem problemas alguns em fazer guerra ou apoiar ditadores.

No entanto, se as houvesse, haveria aposta no R&D, haveria subsidios SÉRIOS às energias renováveis e haveria um compromisso sério e trasnversal contra as ditaduras, as agressoes aos direitos humanos, a exploracao, o trabalho infantil, etc.

mas nao ha nada disso. e sabes porque? porque ninguem quer, nem nos.

Amarcord said...

a guerra fria tb nos deixou muito bons filmes.

canetas said...

Eu concordo com muito do que aqui foi dito e partilho muitos dos dilemas que o el-gee e o aht referiram.

Acho que ambos têm razão quanto á dependência. Dependência teremos sempre. A questão é que forma de dependência e de quem.

Verdade é que a depedência de hidrocarbonetos destrói o mundo em que vivemos.

O meu problema mais profundo no que se refere á energia é o seguinte: energia para quê?

Qual é o sentido de querer e querer sempre mais formas de energia e mais baratas quando já conseguimos produzir tudo o que o mundo precisa.

Alguém disse uma vez que o sec. XX tinha sido o século da criação da riqueza.

Eu juntaria á frase que devemos tentar fazer o século XXI o século da distribuição.

Adoro a obsessão pelo crescimento económico. É o melhor tipo de obsessão. É inquestionável. Crescer é bom. Um ponto no PIB é bom. Três é óptimo.

Mas crescer para onde?