Tuesday, November 07, 2006

Nem na cidade, nem na montanha

Um dia no campo

Cansado do ambiente falso e demasiado relaxado de Pokhara, procuro planos para os dois dias seguintes, ja que na madrugada do terceiro tenho ja marcada uma pequena viagem de rafting que me levará as portas do Parque Nacional de Chitwan, em busca de rinocerontes e elefantes.

E certo e sabido que o potencial turistico do Nepal esta nas montanhas, mas ouvi falar de uma cidadezinha chamada Tansen a 130 kms de Pokhara, o que me pareceu uma boa maneira de explorar um bocado mais do pais e deixar de novo este antro de hippies israelitas no seu ano sabatico apos dois anos de exercito. Na verdade, a Pokhara nepalesa e uma copia dos suburbios de Kathmandu, mas o seu centro turistico fica junto ao enorme lago, a volta do qual se reune uma estranhissima turba de mangas a cava e rastas, com roupas largas e velhas, entre hoteis, restaurantes, agencias de viagem, vacas, cabras e nepaleses chatos: Pokhara parece o paraiso dos neo-hippies - parasitas viajantes globais, menos fritos do que os seus precedentes da love generation mas igualmente inuteis. Parecidos em aspecto mas creio que mais evoluidos mentalmente, uma enorme quantidade de israelitas completa o conjunto, e é de tal forma numerosa que o teclado em que escrevo tem as letras em hebraico. Ha ainda espaco para alemaes e franceses com netos nos seus paises mas ainda em busca da eterna juventude por aqui.

O meu tourist bus parte as 6 da manha e percorre durante quatro horas a Siddartha Highway em direccao ao Sul. Mais uma vez, trata-se de um velho e enjoativo autocarro e a Highway é uma estrada esburacada e estreita, entre vales e montanhas. No entanto, a medida que serpenteia pelo cenario verdejante, a vegetacao torna-se ainda mais verde e o clima mais quente: estamos a entrar no Terai, o micro-clima semi-tropical nepales, depois da montanhas do Norte e das terras temperadas no centro. Enquanto o autocarro passa por lugarejos miseraveis a beira da estrada e se repetem as cenas rupestres a que ja me vou habituando, sinto uma enorme sensacao de deriva e inevitabilidade: no autocarro so ouco vozes nepalesas, pouca gente fala ingles e os restantes turistas que la estao vao a caminho da India, ja que a fronteira em Sunauly é o destino deste autocarro. Tansen nao e, portanto, a razao de ser deste tourist bus e muito menos e o destino de mais alguem no autocarro sem ser eu proprio. Mais uma vez, estou sozinho comigo.

Deixam-me num cruzamento e apontam para cima. La no topo, um conjunto de casas no cimo de uma colina espreita-me com ar desconfiado. Nem pensar em subir a pe, ja andei o suficiente esta semana. Enfio-me num conjunto de lata e arame sobrelotado que da pelo nome de "bus" e, a falta de melhor, travo amizade com um japones que ali anda perdido como eu, ja que e o unico que arranha o ingles. Venho a saber que tambem fala umas palavras de portugues, depois de 7 meses a viajar pelo Brasil. Apesar do ambiente estranho em que me encontro, dificilmente acreditaria que pudesse encontrar algo tao caricato como um japones sorridente a dizer-me "bom djia" no meio de um sufocante autocarro que guincha por uma colina ingreme do Nepal acima. Perante este personagem extraordinario, sinto-me capaz de tudo, e no seu exemplo ganho coragem para enfrentar a tremenda desilusao que Tansen me provoca: é apenas um conjunto de ruas estreitas e poeirentas, onde se desenrola um dia-a-dia de pequena vila e onde ninguem fala uma pequena palavra de ingles.

"Desta vez fui longe demais", desabafo mentalmente, incrivelmente perdido sei la onde, enjoado depois de 5 horas de autocarro. Enfio-me no primeiro hotel que vejo, obviamente soturno e acastanhado. Passo a meia-hora mais frustrante da viagem, com vontade de voltar a Pokhara. E ainda sao duas da tarde.

Ganho coragem e decido aventur-me pelas ruazinhas acima, ja que decididamente, a menos que fosse assaltado ou desmaiasse no meio da rua, o momento nao poderia ficar pior do que ja estava.

A situacao inverte-se por completo. As casas sem tinta comecam a dar lugar a antigas ruas medievais, as lojas de mecanicos sao substituidas por inumeras lojas de comercio local e os nepaleses com ar taciturno desaparecem no meio de uma infinidade de criancas felizes no regresso da escola. Quanto mais ando, mais criancas, mais barulho, mais casas com tectos e varandas de madeira, mais vendedores de fruta colorida, mais dentistas de rua, teceloes, alfaiates, merceeiros. A menos de 5 minutos da deprimente estacao de autocarros, encontro-me no meio de uma alegre tarde de vila de colina, ainda para mais no centro das suas atencoes, ja que embora recomendada pelo guia esta vila parece estar completamente fora do roteiro turistico dos montanhistas e neo-hippies que compoem o fluxo estrangeiro no Nepal: a atraccao aqui sou eu, tanto da criancada fardada como dos velhos e adultos. Como sempre, falamos de futebol, e pela enesima vez comprovo a enorme responsabilidade que o Cristiano Ronaldo tem aos ombros, como Embaixador de Portugal no Terceiro Mundo que definitivamente é. Infelizmente, os nepaleses percebem mais de cricket do que de futebol, de maneira que quase todos me perguntam porque é que aquele portugues deu uma cabecada ao italiano na final do Mundial. Desde que ca estou, ja devo ter repetido umas dez vezes que essa pessoa é francesa e se chama Zidane (apesar da maioria dos nepaleses nao saberem onde fica a Franca e de nem pagos a peso de ouro conseguirem pronunciar "Zidane" – o que alias é espantoso, dado que com facilidade debitam os nomes dos seus impronunciaveis templos!).

A medida que deambulo pelas ingremes ruas acima, apercebo-me de como as pessoas aqui tem um ar feliz, mais do que no caos da capital e muito mais do que nos ares duros do campo. Sem duvida que, apos a desilusao inicial, Tansen se revela um marco indispensavel nesta viagem, nomeadamente por me dar uma imagem do que é a vida campestre do Nepal nao-himalayo. Tendo em conta que a rede de estradas é limitadissima e nao penetra nem na selva, nem nas montanhas, nem nas regioes Leste e Oeste do pais, dificilmente eu poderia ter recolhido mais amostras dos varios ecosistemas sociologicos do Nepal em tao pouco tempo.

De repente, uma pequena rua alarga-se e dou por mim num enorme terreiro cor de tijolo, rodeado por arame farpado e soldados armados. Acabei de chegar ao parque da cidade, um descampado repleto de cabras e vendedores de rua, mesmo ao lado de (mais) um campo de treinos do exercito nepales. Por todo o lado, criancas brincam e guiam as suas bicicletas, jogam futebol, riem-se e bulham. Avos passeiam os seus netos, jovens adolescentes sentam-se em grupo na erva seca. Apesar de toda aquela sujidade, do lixo no chao, das vacas que pastam, das roupas velhas que as pessoas vestem, estou perante um cenario tremendamente familiar. Isto sao cenas universais.

Se trocar as velhas bicicletas indianas por topos de gama americanas, o chao poeirento por bancos de madeira, as cabras por caes, a erva seca por relva fresca, as vendedoras de fritos por bancas de castanhas e a vista infinita do miradouro por uma rua calcada, estou numa cena que se repete diariamente no Jardim da Estrela.

Em Tansen percebo quao semelhantes somos todos afinal. Independentemente das condicionantes estruturais do sitio onde nascemos, a nossa infancia, adolescencia, maturidade e velhice têm desejos comuns universais.

Invade-me uma enorme sensacao de pena, quase de culpa, por estas pessoas, pelo pais onde vivem. Sinto pena do beco sem saida que sera o fim da escolaridade destas criancas fardadas e brincalhonas, num pais sem emprego. Sinto pena da pobre tentativa de imitacao da moda ocidental destes rapazes e raparigas a despontar para a idade adulta. Sinto pena do avo que passeia o seu neto e o ve crescer num pais sem futuro. Sinto pena destes soldados adolescentes, que deviam ser policias treinados e ao servico de um estado democratico. Sinto pena dos vendedores de fritos, que lavam os seus tachos em agua putrefacta e os seus corpos nos rios, a vista de todo o Mundo.

E, no entanto, sorriem todos. Parecem felizes. Se calhar, eu e que faco pena, sozinho a fotografar cenas banais do dia-a-dia dos outros, demasiado seguro da superioridade do meu mundo ocidental para sequer conseguir penetrar profundamente nos coracoes destas pessoas. Se calhar, estas criancas é que sao felizes, e nao as nossas, que a esta hora esbugalham os olhos perante mais um golo na Playstation. Se calhar, esta adolescencia simples e descomprometida é mais saudavel e sustentavel do que a louca montanha-russa que é a juventude no meu Mundo. Se calhar, este avo analfabeto que atrapalhadamente me tenta abordar em ingles esta mais confortavel com a sua velhice, do que os milhares de avos que adormecem solitarios no meu pais, onde a idade é um fardo e o conceito de familia perde importancia.

Sem duvida, ha que nao generalizar, mas estes pensamentos ajudam a perceber o que é realmente importante e o que é superfluo nas nossas vidas. Viajar, isto é, ver como os outros vivem, serve-me essencialmente para isso.

"To Pokhara? Only local bus, sir"

Dado que os tourist bus so cobrem os quatro pontos cardeais do turimos nepales – a capital Kathmandu, o ponto de partida para trekking Pokhara, o Parque Nacional de Chitwan e a fronteira com a India em Sunauli – e nao param para recolher passageiros a meio dos seus trajectos, coloco-me perante o dilema de pagar o equivalente a 40 Euros por um taxi ou arriscar a minha sorte num autocarro local ate Pokhara, o que nao é propriamente o mesmo que apanhar um (tambem caotico) autocarro de cidade como fizera entre Kathmandu e Bakhtapur: aqui, todos os dias é primeira pagina do jornal o numero de mortes em desastres de autocarro no dia anterior.

Em Tansen apanho o autocarro sobrelotado ate ao cruzamento onde o tourist bus me deixara no dia anterior, com a promessa de todos os restantes passageiros de que a toda a hora passam autocarros grandes a caminho de Pokhara. Como esta tudo a rir-se para mim (ou de mim), acho que me estao a enganar e saio com um ar muito desconfiado para o ar fresco, que prontamente reconheco nao ser fresco mas sim irritantemente infestado de caril, fritos e fruta podre: parece-me que no Nepal nao ha cruzamento na estrada sem bancas de comida. So é pena que a qualidade das casas-de-banho nao seja equivalente a quantidade de comida.

Vejo-me no meio da estrada, sozinho, sem a minima ideia de que autocarro me vai levar a Pokhara e profundamente aterrado com a ideia de me enfiar numa carrinha de 1950 cheia de nepaleses ate ao tecto a percorrer curvas e contra-curvas sobre ravinas de centenas de metros. Menos de cinco minutos depois, estou dentro de um.

Dois autocarros enormes, podres e atolados de gente param a beira da estrada e de ambos salta um homem a berrar "Pokhara, Pokhara, Pokhara!".

"Onde é que eu me vou enfiar", penso, antes de saltar para o autocarro que nao tem uma velha desdentada a vomitar pela janela. La dentro, esta escuro e cheira a gente. De facto, para alem de gasolina queimada, salta-me aos sentidos aquele intenso cheiro a gente e roupa mal lavada. Nao obstante sou, como sempre, bem recebido, naquela que vai ser a minha casa nas proximas sete longas horas. Enfiam-me num estranho cockpit, onde cabem o condutor e alguns passageiros. A alternativa, ainda menos apetecivel, era o tejadilho, ja que o resto dos lugares estao ocupados.

O autocarro move-se lentamente, curva apos curva. Na sua essencia, é um potente tractor com duas velocidades a puxar uma caixa de latao lotada de pessoas. A conducao é estranhamente auto-confiante e baseia-se em ocupar toda a estrada e esperar que em sentido contrario nao venha ninguem. Caso tal aconteca, e como forma de prevenir uma queda ate ao rio que corre 200 metros mais abaixo, trava-se a fundo, buzina-se e sorri-se para o condutor do outro endiabrado veiculo. A buzina é, alias, um instrumento com importancia semelhante ao volante, e todos os camioes tem inscrita a frase "horn please" na sua traseira: uma forma diferente de sinalizar uma ultrapassagem.

O tempo vai passando e o autocarro para vezes sem conta durante longos periodos em terriolas miseraveis. Como ha tantos autocarros, temos de parar de tempos a tempos, de modo a que passe tempo suficiente para que se acumulem a beira da estrada passageiros para recolher, depois da passagem do autocarro anterior. O autocarro enche e vaza a um ritmo alucinante e tanto estico as pernas por todo o cockpit como tenho cinco velhos em cima de mim durante meia hora seguida. Por cima das suas vozes, o motor grunhe como um gigante rouco e o motorista tem a calamitosa ideia de ligar o radio no volume maximo, numa esganicante e repetitiva musica nepalesa, que soa atraves de colunas precisamente sobre a minha cabeca. Tudo isto a 40 kmh, numa estrada sem rectas.

Demoramos 7 longas horas a percorrer um percurso de 120 kms. Tanto observo a paisagem como adormeco, tanto converso como medito, tanto sorrio com a insanidade de toda esta viagem como me encolho de pavor perante uma curva quase sobre o abismo. Quando vejo Pokhara, sinto um profundo alivio por ter chegado bem.

Nao foi uma experiencia confortavel, mas foi um mergulho genuino no dia-a-dia deste pais. E ainda por cima, cheguei sao e salvo.

Acabo o dia numa esplanada em Pokhara a comer uma merecida pizza e a ler um jornal nepales de lingua inglesa. Para alem dos habituais comentarios aos desastres de autocarro, os titulos debrucam-se sobre a verdadeira revolucao politica e intelectual que decorre no pais. Artigos de opiniao debatem qual o melhor sistema de governo, reportagens demonstram como se vive nas "western economies", a primeira pagina relata a reuniao historica entre os maiostas e os restantes sete partidos.

E impressionante. Cai de para-quedas num pais em reviravolta, nos primordios de uma democracia liberal, defendida pelos intelectuais nepaleses.

O meu voo descola de Kathmandu dia 11 em direccao a Lhasa. Com sorte, ainda ouco um bocadinho do primeiro discurso do lider maoista, Prachanda, desde que iniciou a rebeliao contra a Monarquia em 1996, que esta convocado para dia 10 na capital. Com azar, as coisas dao para o torto.

Seja como for, quero estar la para ver.

12 comments:

Anonymous said...

"Se calhar, estas criancas é que sao felizes, e nao as nossas, que a esta hora esbugalham os olhos perante mais um golo na Playstation. Se calhar, esta adolescencia simples e descomprometida é mais saudavel e sustentavel do que a louca montanha-russa que é a juventude no meu Mundo"
EXCELENTE

Lorena said...

Fantástico!

Confesso que não consigo parar de rir a tentar imaginar-te perdido no meio do nada, sem saber o que fazer. A solução, como fizeste, é seguir os restantes de forma a apanhar o autocarro e fazermo-nos à vida, esperando que nada de anormal suceda nas horas seguintes, pois certamente essas pequenas viagens premanecerão para sempre conosco como episódios caricatos e verdadeiras eventuras.

Em relação às crianças e à alegria que irradiam, subescrevo a 100% e só mesmo desse lado se consegue tirar tais ilações.

Continua com essas brilhantes descrições, pois é através delas que volto a sonhar durante o dia.

Luis Estarreja said...

Em Grande Siroco!

Por muito longe que sejam os destino ou por muito tempo que se fique fora são sempre as coisas que podem parecer mais insiginicantes que nos tocam mais.
Com tanto movimento "em casa" nunca damos atenção a esses detalhes e é muitas vezes longe de casa que percebemos o que temos à nossa espera na nossa "velha Lisboa".

muitos parabens pela escrita, este tempo de leitura leva-me até a essas altitude e traz me memórias de viagens passadas.

gd abraço

Anonymous said...

adorei o post mas achei desnecessario este ataque "parasitas viajantes globais, menos fritos do que os seus precedentes da love generation mas igualmente inuteis".Um hippie ainda te ha-de salvar a vida...

P.S:Nao sou hippie...

canetas said...

Maravilhoso Luís Pedro.

xavier rudd said...

Amigo Siri
Nao consigo parar de ler com desejo de mais, fico feliz sempre que ha novos textos. Andas longe e perdido e é engraçado "acompanhar-te".
Aquele abr.

Tomás said...

Litinho andas a arriscar a tua vida... adorava ler a tua mãe a ler isto. Deve ficar fula. Por Deus tira uma foto antes de entrares no avião. QUero ver essa cara de pânico

Cuca said...

Grande Lita!
Continua a maravilharnos com a tua escrita. Mal consigo esperar para ver as fotografias

grd bj

Anonymous said...

Tenho seguido atentamente este blog (grato pelo conselho) e desta vez não consegui deixar de comentar, naquele que para mim foi o teu melhor retrato

Não é tanto quando nos descreves (e bem) o que vês,é principalmente quando consegues "ver as coisas para além das coisas" e nos consegues transmiti-lo(e bem), que fazes este blog!

Não é descreveres o avô e as crianças, são as estrapulações que vão para além disso que fazem de ti um viajante(e não um turista). Um viajante que nos faz viajar. Por isso mesmo obrigado e boa sorte para o resto das férias

miguel costa

T. Helena B. said...

NÃO TENHO PALAVRAS !!!!

Confesso que só hoje vim visitar este blog... ainda sou um bocado ignorante nesta matéria, mas ... quando comecei a ler, não consegui mais interromper até chegar à ultima palavra. Posso dizer que bebi e deliciei-me com as tuas descrições.
QUE ESPECTÁCULO !!!!!
Sempre foste especial,e a tua sensibilidade e ousadia, torna-te um privilegiado. Poucos têm a sorte de viver e sentir a vida com esta força.
Obrigado por nos fazeres também viajar por todos esses lugares tão maravilhosos, tão cheios de magia, dos quais inevitavelmente também nos fazes sair de alma cheia.

Beijos amigos e
KEEP GOING..........

sofia said...

Incrível essa tua curiosidade insaciável, que por vezes chega até a roçar a inconsciência... e também a tua capacidade de ver mais além daquilo que te mostram.

Continua a desafiar o fio da navalha aí do outro lado do globo. Aliás... não fosse esse teu medo de voar, dizia estar a ter uma sensação de déjà vu. Melhor, déjà lu.

Obrigada...

iai said...

"Se calhar, estas criancas é que sao felizes, e nao as nossas, que a esta hora esbugalham os olhos perante mais um golo na Playstation. Se calhar, esta adolescencia simples e descomprometida é mais saudavel e sustentavel do que a louca montanha-russa que é a juventude no meu Mundo"

Engraçado é que também eu tive este mesmo pensamento, algures no meu tuk tuk numa estrada poeirenta a caminha de Siem Reap no Cambodja, mas que, por não ter o dom da palavra como tu nitidamente tens, não o expliquei dessa maneira...