Wednesday, December 06, 2006

Fly high

Isto é uma notícia maravilhosa. A partir de agora, dão-nos milhas por voar com animais de estimação na TAP. Recebi isto no mail e achei que era a gozar. Depois fui ver ao site e, realmente, era a TAP que me estava a enviar o mail!

Esta nova promoção recorda-me a mítica viagem que fiz com o meu peixinho cor-de-laranja Gabo, ele numa garrafa de San Pellegrino, eu dentro das minhas roupas, ambos dentro de um vôo da TAP entre Roma e Lisboa.

Hoje, que já não permitem líquidos nos aviões, mas incentivam o transporte de animais de estimação, como seria?

Pobre Gabo, hoje morto, poderia valer 500 milhas..

4 comments:

Anonymous said...

Rest In Peace... Gabo

cuca said...

Q maravilha de Post. Ainda me lembro, tu e o Javi em frente à livraria do Fiumicino a beberem da água do pobre gabo (ma che schiffo). Pequeno peixe, grande companheiro. Tb ele provou da vida erasmus, levou com bolas de futebol em cima, champanhe, vinho e sabe-se la que mais. Um bem haja ao gabo

Baci

sofia said...

Ainda sobre os líquidos na bagagem de mão.

Quarta-feira não me deixaram levar uma garrafa de vinho do Porto, com a rolha completamente selada pelo fabricante e dentro da caixa (que tive o cuidado de desembrulhar e mostrar durante o controlo antes do embarque, bem como o recibo da compra, com o respectivo código de barras).
"No máximo pode levar consigo 100 ml e a garrafa tem 750", they said.

Pensei em resolver o problema convidando os restantes utentes da Vueling para um shot, acabando assim com os 650 ml ilícitos enquanto aguardávamos a chegada do avião, com hora e meia de atraso. Mas voltei ao check in e, provocando a ira do funcionário, despachei a minha frágil carteira unicamente com o álcool lá dentro, e a sensação de que era a última vez q olhava para ambos.

Nessa hora e meia vagueei pelas duty free onde além de saturar o meu olfato, perguntei o que aconteceria se comprasse (a mesma) garrafa, ALI.
"(...) Pode levá-la consigo perfeitamente. É que nós selamos o saco de plástico e colocamos o recibo lá dentro".

A diferença é portanto, um saco de plástico com a abertura selada a calor. "Inviolável".
Além dos 6€ a mais por um produto exactamente igual ao outro, comprado num banal hipermercado.

O Porto foi ansiosamente bebido nessa mesma noite, em Madrid.

El-gee: hoje podias levar o falecido Gabo em 100ml de San Pellegrino até ao controlo. Nem mais uma gota. Dp poderias comprar uma garrafa de água de 1L num vulgar café de embarque e despejar Gabo para a sua nova e espaçosa morada. Ganhavas 500 milhas e provavelmente um fiel e rentável companheiro de viagem. Além de evitares um óbito.

José Maria Norton de Matos said...

Oh, velho Gabo!
Eu fui um dos muitos roomates do Gabo, por uns meros 10 dias, mas senti que aquele peixe era realmente especial. Tinha um "je ne sais quoi". Antes de ir dormir eu dizia boa noite ao Gabo e juro que ouvia umas bolhinhas na água como resposta. Podiam ser gases também...
Grande Gabo, dar-lhe de comer era tão simples como pôr queijo ralado na massa e mesmo assim ainda se passava um dia ou outro sem o fazer. Detesto desenterrar o passado escuro da verdadeira vida de Gabo, mas teve que ser.