Tuesday, October 21, 2008

Nao Satisfaz


Nunca tinha ouvido falar de uma decisao destas. Nao é nada portuguesa, esta rigidez. Mas tem piada, pelo menos uma vez na vida, alguem no nosso país estar assumidamente à procura de Excelencia. Apesar de ser triste, aparentemente, ninguem ter enviado a concurso nada de jeito, é saudável ver que ainda há gente com critérios na vida publica portuguesa.

A primeira edição do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, instituído pela Estoril-Sol, não teve vencedor. A decisão foi hoje anunciada e justificada pelo júri – presidido pelo escritor Vasco Graça Moura – com a “falta de qualidade das obras a concurso”.

6 comments:

Pintulis said...

Mas realmente não precebo por que raio é que se há-de circunscrever a participação no concurso a menores de 35 anos...

É a mesma coisa que dizer: "Só se aceitam jovens prodígios."

Francisco Cardoso Pinto

Filipe Canas said...

E o link caramelo?

Acho isso em Portugal e em muitos outros sítios. Especialmente em prémios literários.

R. said...

Está na altura de alguém se começar a dedicar à escrita para arrecadar prémios.

Podiamos fundar uma comunidade de escritores. Se procuram a excelência, procuram-nos a nós (desta vez o romeno está incluido)

El-Gee said...

O link está no "destas". (Nem tudo o que parece, é, e vice-versa.)

Eu acho bem isto dos prémios para jovens, sempre dá visibilidade. Acho piada é ninguem ter escrito nada que obedeca aos critérios. Nao é que nao tenha dado prazer ao Vasco Graca Moura tomar uma decisao destas, porque deu de certeza, mas é uma decisao corajosa, diria eu.

R., um dia ganhas este prémio (quando o romeno for juri)

Pintulis said...

Se queriam visibilidade, acho que esta decisão serve melhor esse propósito do que a de atribuir o prémiom a alguém.

A questão é que com este concurso é suposto dar-se visibilidade aos escritores. E não percebo, mas aceito (que remédio...lol), porque é que os mais jovens merecem mais essa visibilidade..

Neuronio Perdido said...

Nao fazia sentido atribuir premio... senão chamava-se Premio Do Mal o Menos!